CONSCIÊNCIA DO CORPO (CORPORAL)
Para fazer expressão corporal que valha a pena, é preciso antes tomar consciência das repressões corporais e desequilíbrios corporais, ou seja, despertar as sensações corporais reprimidas, adormecidas e reencontrar oe quilíbrio, a unidade. (totalidade corporal) Para isso, pode-se utilizar o método de Françoise Mèziéres. Todo o método trabalha a musculatura posterior do corpo. Os músculos da parte posterior do corpo, desde a planta dos pés, passando pela barriga das pernas, nádegas, costas, nuca, até o alto do crânio são curtos, rígidos e fortes, profundamente contraídos e superdesenvolvidos e, com a sua enorme força, puxam as articulações deformando o corpo de vários modos. A causa de todo o desequilíbrio corporal é o encurtamento e encolhimento da musculatura posterior.
Esclarecimentos:
1) Os músculos posteriores são mais numerosos e tem mais inserções sobre os ossos do que os anteriores.
2) 97% dos músculos posteriores do corpo são longos, poliarticulares e constituem uma cadeia contínua do alto do crânio à ponta dos pés.
3) Essa cadeia muscular é feita não apenas para assumir parte dos esforços do corpo, mas o modo como está construída determina que o conjunto dos músculos posteriores se comporte como um músculo único. Assim, qualquer ação localizada provoca o encurtamento da cadeia toda.
Além disso, cada vez que você se crispa, se obstina, se bloqueia, se enerva, você enrijece o músculo posterior ou qualquer outro (e, portanto todo o conjunto). É pela ação muscular que você se exprime. E os músculos anteriores do corpo? Tornam-se moles. Porque são antagonistas dos músculos posteriores, que quase sempre agem por eles. Mais numerosos os músculos posteriores assumem o papel principal e só deixam aos músculos anteriores os papéis secundários. É, pois inevitável que o corpo se desequilibre e se deforme.
O contexto em que o método de Mèziéres pode situar-se é o oriental. A prancha dos meridianos ou trajetos de energia da medicina chinesa, de força (yang) situa-se na parte posterior do corpo, do crânio até a planta dos pés, e todos os meridianos passivos (yin) na parte anterior. Assim, como no trabalho de Mèziéres, também na medicina chinesa o yang não deve prevalecer sobre o yin, e o corpo deve ser considerado como uma totalidade. Essa visão do corpo, cuja saúde, depende da distribuição equilibrada de energia.
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