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UOL

sábado, 2 de julho de 2011

DANÇAR É VERBO


Na dança os movimentos expressivos do corpo identificam a necessidade natural que o ser humano tem de expor seus sentimentos e pensamentos de forma sistematizada ou não, evidenciando o espírito artístico ou simplesmente como forma de lazer.Podemos expressar sentimentos sem pronunciar uma palavra, mas através apenas de simples movimentos de expressão corporal. Na dança,usamos o nosso corpo para manifestar, expandir nossa emoções. Darçar é verbo!

EQUIPE ÁGAPE DE COREOGRAFIA


Esta é a euqipe de dança Ágape! Amo dançar, mas amo mto mais dançar com essas meninas!!!
Então vamos lá. Pra vcs saberem (da esquerda para direita): Carol, Mariane, Jessica, Lays, Eu, Layene, Caruh, Dani e Gabi!!!
Bjokas a todas!!!!

SUCO DO SILÊNCIO


Hoje não quero agito, não quero passear, nem quero conversar com amigos. Hoje estou para passar o dia comigo. Quero um instante de solidão.
            Peço silêncio, quero a luz do abajur comigo. Também serão bem- vindos o vento que ventar a luz que se fizer entrar e o livro que misteriosamente me chamar.
            Por que do Criador somos crias, também me sinto no direito de ser criativa – é minha forma de homenagear a vida. E se hoje lágrimas minha preparam o solo para um crescimento que se aproxima, é por que essa hidratação se faz necessária. É ela quem lubrifica a força que guia (pelo caule verde e comprido) a flor divina.
            Quando o sossego do lado de fora se torna possível a audição do meu reboliço, sinto apressadamente o desejo de apanhar a caneta, abrir o caderno e expulsar os pensamentos. Mas as palavras se atropelam, a mão enfraquece e os minutos passam lentos, por que, há muito, estão engarrafados alguns sentimentos.
            Mas eu não desisto. Enxoto meu ego crítico e improviso. Improviso por que, assim, sinto o Criador falando diretamente comigo.
            Hoje quero explorar os tortos caminhos dos meus sentidos. Mas nessa aventura não quero repressores, nem setas indicando o perigo. Quero tirar as vestes da consciência e mergulhar, nua, e de ponta, para tocar minha emoção e libertá-la da rede onde ela se encontra.
            Hoje quero ser minha melhor amiga, para não ter medo de dividir tudo comigo mesma. Nem o medo, nem a dúvida, nem o desassossego.
            Agora está chovendo, lá fora e aqui dentro. O céu despeja água, e eu sentimentos. Uso só as palavras que conheço, conjugo os verbos como posso e meus porquês estão sempre errados. Por que nunca sei quão são juntos ou separados – (sei que nunca, jamais, deixarei de perguntá-los).
            Pergunto mesmo. Às vezes sorrindo, às vezes lambendo minhas feridas. Pergunto por que quero respostas genuínas, que germinem dentro do peito e, escorram até o papel e voltem a ser sementes – para assim, quem sabe, germinar em outra gente.
            Então, estou aqui, dentro de um desejado silêncio, gotejando sobre o papel o suco do fruto que já foi flor e semente. Me acho, me perco e me encontro.
            A chuva parou, o sol já foi se pôr. Ouço a chave na porta. É o amor (que chegou trazendo sacolas e cabeça cheia). Fechou a porta com delicadeza, passou a mãos pelos meus cabelos e me deu um beijo.
            Chega de silêncio por hoje. Vou ouvir e ver o amor que chegou; rir à toa. Quanto ao suco, meio azedo, meio doce, que fiz há pouco, vou colocar na geladeira e esperar até que fique fresco. Aí sim, talvez o coloque na bandeja e, humildemente, te ofereça.

"TRANSFORMA O MEU LAMENTO EM DANÇA"


É natural no meio cultural, observarmos os artistas e produtores reclamando da falta de recursos, do pouco esforço das autoridades governamentais, da falta de interesse das empresas em patrocinar as atividades culturais. De fato, os governantes brasileiros não auferem à cultura, a importância que a mesma representa para o desenvolvimento de um povo. Muitos não percebem os benefícios que as produções culturais colocam a disposição dos cidadãos, pois cultura não é só lazer, é desenvolvimento social e econômico, é fato gerador de renda e empregos.

Mas será que a culpa repousa apenas sobre os governantes que destacam uma diminuta parcela de seus orçamentos para a pasta da cultura? Será que a classe artística tem a exata dimensão do que isso representa?
O artista diferentemente de outros núcleos da sociedade, não tem o hábito de se organizar em grupos, entidades de classe e associações.

Em nossa região, temos um intenso foco cultural, em todos os segmentos, inclusive na dança, mas o que vemos é a falta de organização, a falta de discussão, a falta de preparo técnico e psicológico e principalmente a falta de humildade e ética. Percebe-se que são poucas as oportunidades, mas elas existem e não são devidamente aproveitadas.
Recentemente comparecia uma palestra onde estavam presentes, Hulda, diretora do Grupo Cisne Negro, Sonia Kavantan, da Kavantan Projetos Culturais e uma professora da Faculdade de Dança  O problema é que compareceram pouco mais de 15 pessoas. Em seguida, foi promovido um debate sobre Mercado Cultural com um palestrante do SEBRAE onde compareceram mais de 50 pessoas, mas a maioria de uma nova geração que tem sede de aprendizado e experiência. Onde estavam os ícones da dança de nossa cidade?
Poucos vieram...
Portanto percebemos que os problemas, que são comuns a todos, tendem a não se resolverem, pois dificilmente iniciativas isoladas trarão resultados práticos. A forma mais concreta e eficiente de conquistar os objetivos é a união entre as direções de grupos e academias. A concorrência entre elas não inviabiliza as lutas conjuntas para a conquista de objetivos comuns. Afinal de contas para que existiriam as Câmaras Lojistas, os sindicatos patronais e todas as entidades de classe. Deus transforme o meu lamento em dança!

Resta-nos então a reflexão:
Será que vale a pena continuar isolado? Ou não seria melhor estarmos todos dançando juntos?

MINHA ALMA

Toda vez que danço, além de minha comunhão com Deus, sempre me lembro de uma famosa citação da personagem Lisa (interpretado por Lisa Niemi - esposa de Patrick Swaize - no filme "A última dança"). É mais ou menos assim:

"Quando eu descobri a dança estava apaixonada. Os movimentos tinham cores. Eram vermelhas, azuis, amarelas... Dançando eu voava, eu me desintoxicava... Era como se minha alma saísse enquanto dançava."

 Lindo né?

I MOVER DA IEBV


Companhia Atos

Tenho uma relação muito estreita com a dança. Desde muito jovem que faço ballet e que entrei para o grupo de coreografias de minha igreja. Já desde nova que sempre dizia a meus professores e amigas do quão fazia falta eventos que falassem a respeito de dança. Quando ouvi falar do Mover fiquei empolgadissíma. Sempre fui uma entusiasta da dança e anseava por ter algum evento a qual pudesse indicar a outras pessoas que detinham a mesma paixão do que eu. Por mais tarde que algum acontecimento como esse ocoresse ainda assim fiquei satisfeita em finalmente poder participar de um projeto que me acrescentasse enquanto (eterna aprendiz) dançarina. Sempre acompanhei a Companhia Atos (foto) por vídeos e tive a felicidade de vê-los pessoalmente no projeto. Foi ótimo! Aprendi muito. Foram vários grupos, várias coreografias, vários estilos, escolas... Me senti como uma criança num parque de diversões, rsrsr. Procurem no You Tube vídeos da Companhia Atos vocês vão adorar. Eu garanto!

I MOVER DA IEBV


Companhia Tribus

Pra mim foi uma grande satisfação ter participado do 1º Mover da IEBV aqui do estado. O Espirito Santo precisa (e muito) de eventos como esse que incentivem a cultura - e em especial a dança - por aqui. Com as oficinas pude aprender coisas novas como: Técnicas de alongamento, coreográfias, e novos estilos de dança. O legal de eventos como esse é que nos propiciam conhecer vários estilos musicais para efetuarmos as coreografias. Desde de Street dance (caso do Tribus), Jazz, Clássico, até o Contemporaneo. Gente muito legal e gabaritada vieram de outros estados para passarem um pouco de seus conhecimentos o que enriqueceu muito quem estava no evento (bem, a mim enriqueceu muito). Tirei bastante proveito de ter ido, pois pude levar algumas ideias ao grupo de coreografia a qual participo, além de conhecido e feito muitas amizades. Mal posso esperar pelo próximo encontro, pois além de ter aprendido muita coisa foi muito, muito, divertido.  

A BAILARINA*


A vida é uma arte e para Mel cada passo dado é uma marcação a ser seguida. Ela inexplicavelmente escolheu a dança e a dança inexplicavelmente a escolheu. De um casamento improvável nasceu uma aliança mágica. Ela inerente a tudo, achava-se incapaz de bailar e vivia insolitamente uma vida sem graça e sem ritmo. Era assim que Mel se via. Como alguém sem capacidade de mexer um dedinho sequer com graciosidade. Achava-se a mais desajeitada de todas. Nunca cogitaria o que estava por vir. Até que um dia aconteceu: Aquele que mais brilha a indicou um caminho, a direção mais bela de todas, o da arte. E como quem não quer nada, foi Mel trilhar esse caminho: A arte de dançar. E lá foi nossa aprendiz galgando passo a passo o rumo da dança, treinando incessantemente. Caia e levantava, errava e acertava, e assim foi. Doíam seus pés, doíam suas pernas, mais valia, Mel estava cada dia mais graciosa. Até que ela inesquecivelmente descobriu uma paixão, foi assim, em um dia, em um momento... Viu-se não mais como uma aprendiz, mas como uma apaixonada. E a dança deixou de ser um divertimento e virou amor. Foi por esse amor que Mel se desdobrava buscando maiores conhecimentos a cerca da arte de bailar, foi por esse amor que ela inefavelmente percorria grandes distancias para encontrar as melhores professoras, foi por esse amor que gastava seu tempo, seu dinheiro, sua vida, enfim, tudo, por um amor. Sabia que agora estava levando uma mensagem através da dança e que os atrozes, que infelizmente são normais na vida, não a afetariam, pois estava tomada por este amor. Mel estava feliz. Mas a vida nem sempre é bela, às vezes pode ser muito má também, e foi Mel saborear o pior dos sabores: O da perda. Mel chorou. E ficou infeliz. Mas foi seu amor que a salvou da amargura. O amor que a fez aceitar, que a fez entender que nem tudo pode ser entendido às vezes. Que não podíamos perder nossa essência nunca. Afinal Mel não combina com amargura. E a dança lhe guiou de volta, lhe pôs eixo na vida, o eixo correto que ela sempre seguiu, e foi Mel dançar para quem quisesse ver, e se deleitar. Ela era divina. Cruel aí nesse momento só o descaso poderia ser, e foi. E nossa estrela cansou de brilhar nos palcos e passou somente a contemplar outras estrelas de longe, simplesmente admirando o que tem de mais lindo nessa vida para ela. Mas seu brilho é igual, insuperavelmente belo e de raro esplendor. Isso Mel não perderá nunca, seu brilho. Ela inesquecivelmente está gravada na constelação das estrelas mais brilhantes do céu, reluzindo na terra todo esplendor que é ser uma bailarina. Dizem que Mel hoje tem um outro amor. E que é profundamente admirada por esse amor. Um namorado que quer guardar numa caixinha toda sua luz, para ficar cego com tamanha beleza e se embriagar com tamanha doçura. Hoje Mel não dança mais, mas seu namorado sempre diz que há um pouco dela no balé que as nuvens dão a cada amanhecer.  

Sandro Bahiense

* Conto que meu marido escreveu pra mim.  

O QUE É DANÇA PRA MIM

Dançar vai além de ser uma atividade simples, comum, uma expressão de arte. Aliás, sim, pode ser uma expressão de arte, mas através daquilo que vem do coração, da alma, de dentro... Sinto a batida da música como à batida de meu coração e dançar é minha comunhão com Deus. Como disse dançar é verbo, é minha comunicação com meu Pai, é minha paz.